Final de semana passada aconteceu em todo o planeta o reflexo da ocupação da Bolsa de Valores de Nova Iorque, que é um reflexo de outras ocupações. Embora alguns dizem que não, vejo o pessoal de NYC bem posicionado sobre o que fazer para melhorar a questão crucial do 1% controlando a vida dos 99% (E 0,1% desses 1% é dona da maior bolada desses 1%).
(Documentário “I Am Not Moving”)
A questão maior que jamais deve ser deixada de lado é a de responsabilizar os grandes investidores pelos estragos causados nos paÃses e nas vidas das pessoas.
(transcrição do diálogo do vÃdeo aqui, em inglês.)
Enquanto a ocupação ocorre, trocentos textos e vÃdeos pulam na nossa cara em sua maioria esolhendo os mais excêntricos da aglomeração para tentar caracterizar um bando de hippies fazendo onda. E quando um cara faz considerações inteligentes como o rapaz do vÃdeo acima, a emissora não inclui a entrevista dele na reportagem sobre a ocupação.
Por outro lado, o nobel de Economia Paul Krugman escreveu para o New York Times com eco na Fôia, o seguinte: “a “financialização” da América não foi ditada pela mão invisÃvel do mercado. O que levou o setor financeiro a crescer muito mais rapidamente que o resto da economia a partir de aproximadamente 1980 foram várias escolhas polÃticas propositais, em especial um processo de desregulamentação que continuou até a véspera da crise de 2008.”.
(pic zefrog)
Do outro lado do oceano, os ingleses também fizeram seu protesto para ocupar a Bolsa de Valores de Londres. Segui as conversas um pouco no final de semana enquanto acontecia a ocupação, mas uma coisa me chamou a atenção. Por que os caras ficaram horas na catedral de St. Paul em vez de ir para a Bolsa (se é que chegaram lá)? Se a intenção é protestar contra a situação dos paÃses como reflexo da economia, deviam fazer como em Wall Street.
A mesma coisa aconteceu em São Paulo, com o pessoal ocupando o Vale do Anhagabaú. E no Rio o Ocupar a Bolsa de Valores virou Ocupar Rio. De qualquer forma, temos que ficar felizes porque o mundo está acordando de um grande pesadelo:



